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31 de jul de 2009

A força da rapaziada

Os grêmios estudantis de Campos estão em grande atividade. O motivo para todo um conjunto de articulações e caça a votos é o futuro da tradicional Federação dos Estudantes de Campos (FEC). Esta semana, uma das correntes que se candidata a comandar a entidade fez um encontro no IFF (ex-Cefet). Segundo informação de uma fonte, 12 grêmios participaram. Entre eles o de escolas com grande número de alunos, como Félix Miranda e Isepam.

Infelizmente não pude ir aos detalhes sobre o assunto nos jornais. Apenas o jornal O Diário compareceu. O assunto merecia atenção melhor da mídia local. Faço referência neste caso aos jornais. As televisões, em geral, só cobrem campanhas políticas e só mostram algo dos setores políticos quando o assunto resvala para o lado da polêmica – ou como tem sido frequente, polícia.

É uma pena. O grosso da população ainda se informa e forma opinião pela tevê e pelo rádio. Esse último vai do circo ao toma-lá, dá-cá mais descarado. Além do mais é repositório de toda sorte de programas de políticos e religiosos – vários deles de péssimo gosto. Mas o assunto deste texto é a rapaziada. Acho que os jornais, que têm editoria de política, deviam acompanhar melhor, porque o movimento estudantil é atividade política.

Não é demais lembrar o uso que os governos Arnaldo Vianna e Alexandre Mocaiber fizeram da FEC. Com uma diretoria equivocada, a entidade foi usada para defender essas administrações – a última alcunhada de desgoverno Mocaiber. Lógico que há interesses partidários e outros no movimento estudantil. E é bom que seja assim. Se tem alguém que pode mudar alguma coisa é o jovem.

Do tal encontro participaram quadros políticos como Paulo Albernaz, Mário Lopes e Papinha. Um foi governo, o outro, e é o terceiro, é um jovem vereador. Não vou gastar minhas poucas linhas cedidas pelo Monitor para falar da importância histórica da FEC. Isso é fácil de saber. Quero apenas deixar para reflexão o seguinte: vivemos na era do cinismo, da solidão coletiva, do FDS – leiam dane-se porque não posso escrever aqui na íntegra.

E quem sacudiu o Centro de Campos recentemente, numa manifestação contra a violência que tira a vida de jovens? Os grêmios articulados, os diretórios acadêmicos, os estudantes. Eles são talvez a única alternativa de contraposição à indiferença, uso criminoso das instituições políticas e da esperança popular. (Mais no meu blog:www.fotoatenta.blogspot.com)

Publicado no Monitor Campista de Hoje
Por Antonio Fernandes Nunes

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