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4 de jan de 2010

E a ditadura vigente na Reitoria do IFF continua...

O blog recebeu por email as seguintes cartas do grêmio estudantil do IFF campus Cabo Frio , que publica para que todos, principalmente a comunidade do IFF tomem conhecimento do que de fato acontece e se esconde, por trás da voz mansa, a ditadura do salto alto e do batom... vamos as cartas...

A blogueira, que também é estudante do curso de Licenciaura em Geografia lamenta profundamente que os membros da Reitoria no fim do ano do Centenário da Rede Federal de Ensino Técnico, tomem decisões no desespero, sacrificando a democracia e a educação, priozando tão somente seus interesses políticos, que envergonham inclusive a história do partido a que pertencem ao agirem tão somente como pelegos. O que demonstra o desespero, já que perderam as vagas do Conselho Superior do IFF em eleição, e até mesmo as vagas do processo ridiculo de sorteio...

Enquanto a reitoria anda de corola e caminhonete Hillux (qual seria a justificativa para a Hillux, seria para um rally???) os estudantes, e pessoas de bem do IFF seguem na luta por dias menos ditatoriais...

Visitem também o blog dos estudantes de lá que estão de luto pela morte da democracia.
http://tribunamequetrefe.blogspot.com

CARTA DE REPÚDIO

Golpes políticos são marcados por atitudes repugnantes. No Instituto Federal Fluminense não é diferente. Na tarde de 30 de dezembro deste 2009, às vésperas do final do ano, somos surpreendidos com a notícia de que a Reitora da nossa Instituição destituíra o diretor do nosso campus, Cabo Frio, e sinalizara a transferência de toda a equipe de volta para o campus sede. Em portaria assinada no dia 28/12/2009 e publicada no Diário Oficial da União do dia 30/12/2009, Cibele Monteiro exonera o Professor César Luiz de Azevedo Dias da direção do campus, e, logo em seguida, nomeia a até então Pró-Reitora de Ensino, Romilda Suinka, para o cargo de diretora.

No meio de toda essa reviravolta, uma explicação foi apresentada para que as atitudes de Cibele adquirissem algum sentido. E a explicação é mítica: a Reitora alega que no decorrer das eleições para o Conselho Superior, ocorridas no último 10 de novembro, – quando, ressalte-se, os candidatos apoiados pela Reitoria não foram os escolhidos nem pelos alunos nem pelos servidores do campus Cabo Frio – a direção do campus teria manipulado os alunos em suas decisões e votos, fator pelo qual o diretor César e sua equipe deveriam ser afastados de suas funções. O problema reside no fato de que a informação não procede – como foi definido na Nota de Esclarecimento divulgada por este Grêmio Estudantil. Logo, cai por terra o argumento da Reitoria.

Diante de tais fatos, pairam algumas indagações: por que a destituição do Professor César? Qual o real motivo? Por que essa decisão é tomada justamente nessa época do ano, onde a comunidade acadêmica está completamente dispersa e impossibilitada de exercer seu papel de repúdio? Aliás... onde está a democracia nessa decisão tomada pela Reitora? Cibele aniquila o direito democrático de alunos, funcionários e professores do campus ao publicar suas portarias tirânicas sem ao menos fazer uma consulta a todos nós.

Perante tudo isso, a impressão que nos fica é de que Cibele Monteiro cultiva uma picuinha política com nosso campus e nosso diretor. Amanhã entra em vigor a autonomia dos campi. Ao destituir o Professor César da direção do campus Cabo Frio, transferir sua equipe para o campus sede, e preencher a vaga com Romilda Suinka, - tudo feito em 30 de dezembro, a dois dias das novas regras que impossibilitariam essa manobra - Cibele Monteiro monta sua conjuntura política. Quando o processo eleitoral para o cargo de diretor do campus for iniciado, a única pessoa que cumpre todos os requisitos para se candidatar será Romilda. Transferindo César Dias e sua equipe para o campus Campos, a Reitora impede que qualquer um deles seja candidato ao cargo. Daqui a quatro anos, quando houverem novas eleições para diretor do campus, novamente a única candidata apta será Romilda Suinka.

Ao se utilizar do Instituto e de porcas artimanhas políticas para resolver seus problemas pessoais, Cibele revela uma faceta inaceitável para o cargo que ocupa. Nós, alunos, não podemos sucumbir a esse tipo de caráter déspota. Seja qual for o motivo da Reitoria para a exoneração do Professor César Dias da direção, por que não mantê-lo em Cabo Frio e deixar que o corpo do campus decida, em eleições diretas, quem deve ocupar o cargo? Para uma Reitoria que teve um lapso democrata, essa deveria ser uma atitude digna. O que não podemos e não faremos é deglutir oito anos de Romilda Suinka goela abaixo. É inaceitável.

O Instituto pertence àqueles que nele estão. Isso inclui alunos, professores e funcionários. A democracia deve ser respeitada. Não toleraremos atitudes arbitrárias. O comportamento da Reitora Cibele Monteiro nos remonta à abril de 64. Se os tempos de ditadura voltarem para o Instituto Federal Fluminense, o que nos conforta é que, apesar da luta, a democracia vence no final da história. E, além do mais, a luta não nos preocupa, estamos preparados. Se preciso for, lutaremos com gosto. Junto com professores e funcionários do nosso campus, nós, alunos, elegeremos democraticamente a direção que queremos. Custe o que custar. O que não podemos é deixar que nossa fábrica de futuros se torne um brinquedo na mão de políticos travestidos de educadores.

Cabo Frio, 31 de Dezembro de 2009

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Thomas Speroni

Presidente do Grêmio Estudantil


NOTA DE ESCLARECIMENTO

O Grêmio Estudantil do Instituto Federal Fluminense – Campus Cabo Frio traz esclarecimentos em relação às acusações da Reitoria quanto ao comportamento dos alunos desse campus nas eleições para o Conselho Superior, ocorridas em 10 de novembro do corrente ano.

A Reitoria diz que a direção do campus Cabo Frio manipulou, durante o processo eleitoral, os alunos do campus no tocante aos seus votos e decisões.

O Grêmio Estudantil, como entidade representativa dos alunos, rechaça essa afirmação. É MENTIRA. Em momento algum os alunos foram abordados por qualquer funcionário da direção para tratar sobre preferências e direcionamentos políticos nas eleições para o Conselho. Não fomos influenciados por qualquer postura ou atitude da direção do campus. Ao contrário; visto que estes assumiram um caráter democrático neutro, permitindo-nos e criando condições para articulação política com outros campi e liberdade total para o diálogo entre a comunidade acadêmica.

Cabe esclarecer: o que nos espanta é esta postura ironicamente democrata da Reitoria. Fomos, sim, lesados no processo eleitoral. Mas pelo órgão que comanda a direção geral do Instituto, visto que fomos informados das eleições para o Conselho Superior na tarde em que se encerravam as inscrições para as chapas. Este desrespeito foi, inclusive, comentado em um blog independente e não-oficial, redigido por alunos.

Objetivando: a afirmação da Reitoria, de que fomos manipulados pela direção de nosso campus no processo eleitoral do Conselho Superior, é falsa.

Cabo Frio, 31 de Dezembro de 2009


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Thomas Speroni

Presidente do Grêmio Estudantil

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Fernanda Ramos

Diretora de Imprensa

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