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8 de mai de 2009

Governo lança novo projeto para o ensino médio

A idéia é ampliar a carga horária, incluir disciplinas optativas, agrupar matérias por áreas de conhecimento, entre outros pontos.

O Governo Federal e o Ministério da Educação (MEC) lançaram um novo projeto educacional intitulado de Programa Ensino Médio Inovador. Dentre as alterações, estão previstas a ampliação da carga horária de 2,4 mil horas para 3 mil horas (durante todo o período do ensino médio) e a possibilidade do estudante escolher 20% da sua grade horária.

A intenção, segundo o diretor de concepções e orientações curriculares da secretaria do MEC, Carlos Artex, é que os adolescentes passem a ser mais autônomos e aprendam a fazer suas escolhas, além de torná-los mais aptos ao mercado de trabalho.

O projeto busca proporcionar independência intelectual e uma reformulação no atual método de ensino. A grande preocupação é com a interdiciplinaridade, como já mostra o novo Enem. O mercado de trabalho tem exigido que os trabalhadores sejam capazes de desempenhar diversas funções, por isso a importância de associar as diversas disciplinas. "A medida é uma forma de dar uma nova identidade para o ensino médio, sempre com a preocupação de formar alunos mais preparados", declarou a presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, Maria Isabel Azevedo Noronha.

A disposição das disciplinas também sofrerão alterações. Ao invés das 12 matérias que o estudante do ensino médio está acostumado, no novo projeto haverão 4 grandes áreas: Línguas, Exatas e Biológicas, Matemática e Humanas.

Porém, cada estado pode aderir ao projeto ou não e, também, escolher quais matérias optativas incluirá na grade horária. As disciplinas que o estudante poderá eleger ainda não estão definidas, mas provavelmente serão mais voltadas a formação humanística de cada aluno.

No próximo dia primeiro, o Conselho Nacional de Educação se reunirá novamente para dar continuidade ao projeto. A UNE, que apóia o novo projeto, estará presente no encontro. "As alterações são boas. É uma visão menos focada na profissionalização e mais na formação humanística do estudante. Está de acordo com as mudanças curriculares defendidas pela UNE para as universidades brasileiras", declarou Lúcia Stumpf , presidente da UNE.

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